"Doctor Who" é uma premiada série de ficção científica britânica, produzida e transmitida pela "BBC".
Com um estilo de humor e aventuras Sci-Fi bem semelhante com "O Guia do Mochileiro das Galáxias", de não se levar a sério até o momento exato em que a história precisa.
Dentro da série acabamos vendo fatos, personagens históricos, leis da física e até mesmo o futuro se tornarem piadas.
Nada nem ninguém é perdoado. E ao mesmo tempo, em meio a tanto humor sem noção e tiração de sarro, "Doctor Who" consegue manter o pouco de seriedade necessária para que suas histórias façam um pouco de sentido.
O programa:
O programa está listado no "Guinness World Records" como a série de ficção científica televisiva de mais longa duração no mundo e como a "mais bem sucedido" série de ficção científica de todos os tempos – com base em seus índices de transmissão global, DVDs, venda de livros, e o tráfego no iTunes. Durante seu funcionamento original, foi reconhecido por suas histórias imaginativas, criativas de baixo orçamento de efeitos especiais e de uso pioneiro de música eletrônica (originalmente produzido pela Oficina Radiofônica da "BBC").
A série é uma parte significativa da cultura popular britânica, e em outros lugares que se tornou um programa favorito clássico da televisão. O show tem influenciado gerações de profissionais da televisão britânica, muitos dos quais cresceram assistindo a série.
O programa originalmente funcionou de 1963 a 1989. Depois de uma tentativa frustrada de retomar a produção normal em 1996 com um piloto secreto na forma de um filme para a televisão, o programa foi relançado em 2005 por Russell T. Davies, que era um produtor executivo e escritor chefe nos cinco primeiros anos de seu renascimento, produzidos pela "BBC Wales", em Cardiff.
Mas tudo isso são detalhes técnicos, talvez vocês se interessem por isso, mas é preciso dizer do que se trata a série e de porque você deveria perder ao menos uma hora por dia e acompanhar essa série, então vamos ao que interessa.
História:
O seriado conta a história do "Doutor", um alienígena de dois corações com mais de mais de 900 anos de idade que viaja em sua "TARDIS" (uma espécie de máquina do tempo que existia em seu planeta que é mais explicada logo abaixo na matéria). Ele sempre leva junto com ele uma companheira para viver aventuras em planetas diferentes ou encontrar personagens históricos da Terra.
Mas tem muito mais coisa envolvida na série que é bom considerar e saber antes de começar a ver.
TARDIS:
Antes de tudo sua máquina do tempo é um tanto peculiar, "TARDIS", possui uma aparência exterior que se assemelha a uma cabine da polícia londrina azul de 1963, justamente quando a série foi ao ar.
Isso não foi ao acaso, no início da série haviam episódios históricos e episódios científicos, para que viajassem sem problemas havia um "Circuito Camaleão", que fazia com que a "TARDIS" se camuflasse em diferentes épocas, mas devido à falta de orçamento os produtores e roteiristas criaram uma "desculpa" que acabou contribuindo para um dos elementos mais sólidos da mitologia da série.
Para corte de gastos os roteiristas denominaram no segundo episódio que o "Circuito Camaleão" havia quebrado e travado na forma que estava antes, a forma de uma cabine telefônica de 63.
Por dentro é uma gigantesca nave, e por fora uma cabine telefônica azul de 1963. O que rende muitas piadas com ela ser "Maior por dentro."
É importante dizer que além de azul, linda e maior por dentro que por fora, a "TARDIS" foi roubada pelo "Doutor" que nem mesmo tem permissão para pilotá-la, quem já viu o "Doutor" no comando da "TARDIS", sabe muito bem que ele não tem a menor ideia do que está fazendo.
A nave mais legal das histórias de ficção científica viaja no espaço-tempo, traduz qualquer idioma imaginável e é, na verdade, um organismo vivo, não fabricado, mas cultivado pelos "Senhores do Tempo" em "Gallifrey" seu planeta natal.
"Doutor" ou "Doctor":
No primeiro episódio de "Doctor Who", quando os professores "Ian" e "Barbara" seguiram sua peculiar aluna "Susan" e acabaram por encontrar dentro da cabine policial azul de 63 o "Doutor".
Com um estilo meio cientista louco a lá Doc Brown, o primeiro "Doutor" era um senhor rabugento, um pouco arrogante e enigmático.
O momento que definiu o personagem e a série para sempre, veio alguns anos depois quando, após algumas temporadas assustando criancinhas e salvando planetas, William Hartnell o ator que interpretava o "Doutor" precisou deixar "Doctor Who" por motivos de saúde.
O que poderia ter sido o fim de tudo se transformou na fonte de imortalidade de "Doctor Who" (e estamos falando da série, não do personagem).
Com um estilo meio cientista louco a lá Doc Brown, o primeiro "Doutor" era um senhor rabugento, um pouco arrogante e enigmático.
O momento que definiu o personagem e a série para sempre, veio alguns anos depois quando, após algumas temporadas assustando criancinhas e salvando planetas, William Hartnell o ator que interpretava o "Doutor" precisou deixar "Doctor Who" por motivos de saúde.
O que poderia ter sido o fim de tudo se transformou na fonte de imortalidade de "Doctor Who" (e estamos falando da série, não do personagem).

Pois foi aí que nasceu o conceito de "Regeneração", O conceito é simples: ao enfrentar a morte, o Doutor - e toda a sua raça, os Senhores do Tempo do planeta "Galiffrey" - pode enganá-la mudando todas as células do seu corpo e transformando-se basicamente em um novo ser, com novos gostos e trejeitos completamente diferentes.
Em 1966, o público assistiu o processo pela primeira vez no episódio "The Tenth Planet", mas foi só em "Planet of the Spiders" de 1974 que ele ganhou o nome de regeneração.
Como cada regeneração é basicamente um novo personagem, ela permite que cada ator traga a sua interpretação do personagem sem obrigação de seguir ou imitar o trabalho de seu antecessor, isso se tornou um grande charme da série e de seu protagonista. Até hoje, 11 atores já interpretaram o personagem.
Em 1966, o público assistiu o processo pela primeira vez no episódio "The Tenth Planet", mas foi só em "Planet of the Spiders" de 1974 que ele ganhou o nome de regeneração.
Como cada regeneração é basicamente um novo personagem, ela permite que cada ator traga a sua interpretação do personagem sem obrigação de seguir ou imitar o trabalho de seu antecessor, isso se tornou um grande charme da série e de seu protagonista. Até hoje, 11 atores já interpretaram o personagem.
William Hartnell, Patrick Throughton, Jon Pertwee, Tom Baker, Peter Davison, Colin Baker, Sylverster McCoy, Paul McGann, Christopher Eccleston (que atualmente estará no novo filme de Thor interpretando "Malekith", vilão do filme), David Tennant e o atual Doutor, Matt Smith.
Matt Smith ainda terá mais uma aventura no especial de 50 anos, "The Day of The Doctor" e enfim irá se despedir dos fãs no Especial de natal desse ano, quando Peter Capaldi assumirá o posto como o novo "Doutor".
Até hoje os atores mais marcantes como o personagem foram David Tennant (10th "Doutor", que entra na segunda temporada), Matt Smith ("11th Doutor", que substitui Tennant a partir da quinta temporada) ambos da série nova e Tom Baker (4th "Doutor") da série clássica.
"Chave de Fenda Sônica" ou "Screwdriver":
Agora falaremos sobre o gadget mais usado na série e a principal "arma" do "Doutor" para enfrentar seus inimigos. A "Chave de Fenda Sônica".
Basicamente ela faz qualquer coisa: abre portas, conserta e destrói equipamentos, e mais uma série de coisas que nem passa por nossas imaginações.
O grande problema dela é que ela não é capaz de funcionar com madeira.
E isso constantemente deixa o "Doutor" preso em algum momento devido à limitação de seu gadget, obrigando diversas vezes o "Doutor", elabora e desenvolver uma forma de escapar de um problema que não pode ser resolvido por seu gadget.
Basicamente ela faz qualquer coisa: abre portas, conserta e destrói equipamentos, e mais uma série de coisas que nem passa por nossas imaginações.
O grande problema dela é que ela não é capaz de funcionar com madeira.
E isso constantemente deixa o "Doutor" preso em algum momento devido à limitação de seu gadget, obrigando diversas vezes o "Doutor", elabora e desenvolver uma forma de escapar de um problema que não pode ser resolvido por seu gadget.
"Daleks":
Poderia ser falado sobre cada um dos vilões do "Doctor", mas isso será deixado para a próxima matéria.
Por hora falaremos sobre o mais icônico vilão de "Doctor Who", que teve um papel muito importante para a consolidação da série que nos faz entender um pouco sobre como a série chegou onde está agora.
Pois bem, inicialmente as histórias de "Doctor Who" eram divididas em arcos de quatro a seis episódios, e foi só no segundo arco, depois do primeiro “exterminate”, que a série encontrou o sucesso. É difícil explicar o que é um "Dalek", porque se você olhar para a foto, você vai ver um saleiro gigante. Quem já viu um desses em ação, entretanto, sabe que apesar da aparência de saleiro os "Daleks", são os grandes vilões de Doctor Who.
Engraçado pensar que o sucesso inicial desse vilão seja devido ao fato de ele não parecer uma pessoa vestindo uma fantasia, como os demais monstros da época (devido ao baixo orçamento da série).
Hoje, o visual do monstro mais famoso de "Doctor Who", beira o ridículo e mesmo assim, todos que tiveram a oportunidade de ver um só episódio com participação dos "Daleks" não há como não adorar ouvir aquele coro de “Exterminate” em suas vozes estridentes.
E o melhor é que depois do choque inicial de descobrir que aquele saleiro bizarro de voz estridente é a maior ameaça do universo de "Doctor Who", você entra no espírito da série e sabe no instante em que quando um mísero "Dalek" aparece é preciso correr desesperadamente por sua vida.
Uma interessante curiosidade sobre a série, é que desde o início foi pensada pra ser um programa educativo, intercalando episódios históricos e episódios científicos, mas no segundo arco da primeira temporada da série clássica, surgiram os "Daleks", e basicamente fizeram tanto sucesso que aos poucos a série passou a pender a balança para o lado científico.
Esses são alguns dos elementos mais marcantes de "Doctor Who", os principais elementos da mitologia da série e de seu protagonista, e alguns detalhes técnicos e curiosidades sobre a produção da série.
"Por onde começar?"
Com seus 50 anos de história e diversas trocas de protagonista a série tem o que podemos chamar de “pontos de entrada”. Como dito, a regeneração que ocorre a cada troca de ator funciona quase como um reboot e possibilita aos não iniciados a pegarem a trama no meio e correr atrás do que passou no caso de se interessarem - e geralmente todos se interessam.
Um bom ponto de partida pode ser através da primeira temporada de 2005, do produtor Russell T. Davies quando a série retornou e teve a primeira temporada protagonizada por Christopher Eccleston e as temporadas seguintes até quarta foram impulsionadas pela atuação de David Tennant como o 10th "Doutor".
Mas se você é uma pessoa que não tem muito tempo e quer assistir logo para se preparar para o especial de 50 anos da série que será lançado, pode também começar pela era do produtor Steve Moffat, a quinta temporada e seguir adiante. Só que nesse caso você perderá David Tennant, um dos melhores Doutores de todos os tempos e que terá grande participação no especial de 50 anos atuando ao lado do 11th "Doutor".
Mas se você ainda tem dúvidas e não ficou intrigado pelas informações dadas nessa matéria se vale à pena ou não ver a série e gostaria de experimentar um episódio, vá direto ao 3x10 da série.
O episódio é simplesmente um dos melhores da carreira de Steve Moffat e da série.
E é uma ótima história que explica um pouco sobre o mundo de "Doctor Who" e é capaz de situar muito bem, os não conhecidos no mundo de "Doctor Who".
Um bom ponto de partida pode ser através da primeira temporada de 2005, do produtor Russell T. Davies quando a série retornou e teve a primeira temporada protagonizada por Christopher Eccleston e as temporadas seguintes até quarta foram impulsionadas pela atuação de David Tennant como o 10th "Doutor".
Mas se você é uma pessoa que não tem muito tempo e quer assistir logo para se preparar para o especial de 50 anos da série que será lançado, pode também começar pela era do produtor Steve Moffat, a quinta temporada e seguir adiante. Só que nesse caso você perderá David Tennant, um dos melhores Doutores de todos os tempos e que terá grande participação no especial de 50 anos atuando ao lado do 11th "Doutor".
Mas se você ainda tem dúvidas e não ficou intrigado pelas informações dadas nessa matéria se vale à pena ou não ver a série e gostaria de experimentar um episódio, vá direto ao 3x10 da série.
O episódio é simplesmente um dos melhores da carreira de Steve Moffat e da série.
E é uma ótima história que explica um pouco sobre o mundo de "Doctor Who" e é capaz de situar muito bem, os não conhecidos no mundo de "Doctor Who".
Existem outros detalhes que serão falados nas próximas matérias, como a diferença entre os atores que interpretaram o "Doutor", seus vilões mais marcantes, seus companheiros e os momentos mais importantes da série e de seus personagens, e também sobre o que esperar do especial de 50 anos.
Fiquem aí com o trailer da quinta temporada!(Que introduz um novo "Doutor" interpretado pelo Matt Smith e como foi dito acima funciona como um bom ponto de partida/reboot pra assistir a série já que a série começa a ser comandado pelo produtor Steve Moffat)
Para se empolgarem um pouco mais com a série assista ao interessante primeiro trailer do especial de 50 anos!
~FatFeet














Nenhum comentário:
Postar um comentário